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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

LIPOESTABIL (fosfatidicolina)

Copiei essa máteria na íntegra, pois de todas que li essa foi a melhor. Logo abaixo, tem a resolução da ANVISA, quanto a proibição do lipoestabil.

Espero que quem gosta de fazer uso dessa substância tenha o mínimo de discenimento para entender o que esta matéria tão interessante está descrevendo sobre as agressões ao corpo provocadas por este medicamento.

Eu gosto muito de usar essa substância nas melanges, mas são de uso tópico e elaboradas para este fim. APLICAR NUNCA!

Agora, se você não respeita seu corpo, vai em frente, mas torça pra morrer jovem igual a Merilyn Monroe, pois se envelhecer fazendo uso dessas substâncias impróprias, certamente pagará um preço alto, com uma velhice de péssima qualidade, e ainda dando trabalho p'ros outros!






Título: Lipostabil (Fosfatidilcolina)
Autor: Paulo Gentil
Email: http://www.gease.pro.br/contato.php
Tema: anabolizantes
Adicionado em: 30/05/2002

Este artigo foi elaborado em função do
Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercício - GEASE

Novamente aparece uma promessa para acabar com a gordura localizada. Desta vez ocorreu uma intensa propaganda sobre outra substância “mágica”, a Fostatidilcolina (Lipostabil). Antes de tudo, é preciso dizer que dificilmente será possível encontrar uma pesquisa séria direcionada ao uso estético desta ou de qualquer outra substância, principalmente porque a comunidade científica deve (ou deveria) se preocupar com problemas que realmente põem a risco a humanidade e são relevantes para a melhora da vida na Terra. .

A Fosfatidilcolina é uma lipoproteína encontrada em abundância nas membranas celulares, sua concentração e composição parecem influir diretamente na integridade e funcionamento destas membranas, principalmente no transporte através delas. Supõe-se que o uso deste fosfolipídio aumente a solubilidade do colesterol, trazendo benefícios como alterar a composição de depósitos de gordura e inibir a agregação plaquetária, o que diminuiria os riscos de doenças cardiovasculares. Terapeuticamente ela tem sido usada em distúrbios mentais, doenças cardiovasculares e hepáticas induzidas por medicamentos, álcool, poluição, viroses e outras toxinas.

FÍGADO

A exposição das membranas celulares a substâncias tóxicas pode causar danos às células hepáticas, levando a desequilíbrios na homeostase e posteriormente à morte destas células, o álcool, por exemplo, pode destruir a membrana mitocondrial, prejudicando o metabolismo de gorduras (LIEBER et al, 1994; LIEBER et al, 1996). Nestes casos o lipostabil pode ajudar a membrana a se regenerar.

Nos casos de danos ao fígado a fosfatidilcolina foi pesquisada em:

Ø Ingestão abusiva de álcool: há vários relatos de sucesso, tanto com o uso oral (PANOZ et al, 1990; SCHULLER PEREZ et al, 1985; KNUECHEL 1979) quanto intravenoso (BUCHMAN et al, 1992).

Ø Na recuperação hepática após danos causados por vírus, como o da hepatite (TSYRKUNOV, 1992; FRIEDMAN et al, 1996; MUETING et al, 1972; HIRAYAMA et al, 1978; YANO et al, 1978; KOSINA et al, 1981; JENKINS et al, 1982; VISCO et al, 1985; HANTAK et al, 1990).

Ø Também há relatos em pacientes que tiveram problemas relacionados ao tratamento da tuberculose e foram ajudados pela fosfatidilcolina tanto pela via oral (MARPAUNG et al, 1988) quanto intravenosa (KUNTZ et al, 1978).

Ø Outras doenças (KUNTZ et al, 1965; ESSLINGER et al, 1966; KLEMM, 1964).

CÉREBRO

Este fosfolipídio é também fornecedor da colina, que por sua vez é essencial na formação da acetilcolina, um importante neurotransmissor envolvido na memória. Nesta área pode-se destacar os estudos dos orientais FURUSHIRO et al (1997) e CHUNG et al (1995) onde o uso de fosfatidilcolina melhorou a memória em animais.

LIPÍDIOS

A colina é também necessária ao metabolismo de gordura, sendo que a ingestão de fosfatidilcolina se mostrou eficiente no tratamento de doenças cardiovasculares e redução dos níveis de colesterol (BIALECKA, 1997; BROOK et al, 1986; MEL'CHINSKAIA et al, 2000; ZEMAN et al, 1995), removendo-o dos tecidos e evitando a agregação de plaquetas. Porém, há controvérsias sobre estes resultados, KNUIMAN et al afirmaram em 1989 que os benefícios encontrados nestes estudos são artifícios causados pelo design experimental e a maneira de análises de dados, sendo mediados por outras mudanças na dieta ou devido ao ácido linoleico. Outro estudo desanimador foi o de SIMONSSON et al (1982), onde dietas ricas em fosfatidilcolina não alteraram positivamente os níveis plasmáticos de lipoproteínas.

Quanto ao acúmulo de gordura só sei de um estudo feito em animais por TAKAHASHI et al, (1982), onde se relacionou a deficiência de fosfatidilcolina com distúrbios na liberação de lipídeos pelas células. Neste estudo japonês, os ratos recebiam ou dietas ricas ou pobres em colina durante duas semanas, quando a quantidade de colina era baixa havia distúrbios na liberação de gordura das células do intestino para o sistema linfático. A suplementação oral de fosfatidilcolina rapidamente corrigiu esta disfunção, confirmando a colina como um fator extremamente importante na absorção de gorduras através da membrana celular.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A membrana da célula é responsável por controlar o fluxo de substâncias do meio extra para o intracelular e vice-versa, envolvendo também a receptividade à insulina e o equilíbrio hídrico e salino. Pense bem, se algum fator exógeno causa desequilíbrio nesta membrana, qual será a reação a longo prazo? É perigoso e ingenuamente otimista alterar as propriedades da membrana celular e pensar que o único efeito seria a perda de gordura por algumas células. Como não conheço nenhum estudo longitudinal onde se acompanhou o uso subcutâneo prolongado de Lipotsabil com fins estéticos, eu não recomendaria que você se arriscasse tão cedo. Na minha opinião faltam duas informações vitais:

1. Se a redução de medidas é fruto da perda de gordura, de desidratação ou outro meio? Lembre-se que gorduras não são as únicas substâncias a passar através das membranas celulares, água e minerais também são transportados continuamente. Existem, inclusive, patologias geradas por altas taxas do fosfolipídeo em questão, onde os sintomas são desequilíbrios nas taxas de potássio e desidratação (CLARK et al, 1993).

2. Como seu corpo vai responder a esta prática? Vai ficar com a membrana alterada para sempre (o que poderia ser extremamente nocivo ao equilíbrio dinâmico do seu organismo)? Ou vai supercompensar (retornando com sobras às medidas antigas)?

Ah! Tem uma pergunta que me intriga sobremaneira: os estudos que encontrei sempre se referem ao uso oral ou intravenoso da fosfatidilcolina, então quem foi o “gênio” que inventou a injeção subcutânea desta substância com fins estéticos?






ANVISA



Câmara Técnica de Cosméticos - CATEC

Parecer Técnico nº 3, de 6 de julho de 2005

ASSUNTO: Utilização da fosfatidilcolina em produtos cosméticos

Considerando que a Resolução 79/00 define produtos cosméticos como “preparações constituídas por substâncias naturais ou sintéticas, de uso externo, nas diversas partes do corpo humano, pele, sistema capilar, unhas, lábios, órgãos genitais externos, dentes e membranas mucosas da cavidade oral, com o objetivo exclusivo ou principal de limpá-los, perfumá-los alterar sua aparência e ou corrigir odores corporais e ou protegê-los ou mantê-los em bom estado” 1;

Considerando que a fosfatidilcolina é uma lipoproteína presente na membrana celular, utilizada em alguns países em produtos de uso oral e injetável no combate a patologias relacionadas às alterações dos lipídeos na corrente sangüínea 5;

Considerando que a composição dos lipídeos cutâneos consagrada pela literatura, por pelo menos duas décadas, sendo comumente classificados como lipídeos neutros englobando o colesterol, os ésteres de colesterol, o sulfato de colesterol, os triglicerídeos, os ácidos graxos livres, o esqualeno e os alcanos; e polares, representados pelos fosfolipídeos (fosfatidilcolina, fosfatidilserina, fosfatidiletanolamina, esfingolmielina) e pelos esfingolipídeos (ceramidas I a IV) 1,2,3 ;

Considerando que a segurança de um produto cosmético deve ser avaliada pelas condições de uso e pela área de contato, e que a concentração e a composição da fosfatidilcolina poderão influenciar diretamente na integridade e funcionamento da membrana celular, principalmente no transporte de substâncias através dela 2,3,4,5,6;

Considerando a existência de um estudo longitudinal de longa duração envolvendo a segurança e a eficácia da fosfatidilcolina para fins estéticos e/ou cosméticos à luz dos conhecimentos atuais;

Considerando o exposto, a Câmara Técnica de Cosméticos recomenda e a Gerência-Geral de Cosméticos determina:

1) A fosfatidilcolina somente poderá ser utilizada em produtos cosméticos, desde que comprovada a sua segurança. A eficácia deve ser comprovada quando lhe for atribuído algum benefício específico à pele e anexos.

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